segunda-feira, abril 25, 2005
Epílogo deste blogue!
Encerro este blogue para não cair na tentação de rabiscar mais nele.
No âmbito dos blogues prossigo como colaborador no "Rotação Difusa" e num dos meus hobbies, o montanhismo, relato as actividades em "Notas Perdidas de um Montanheiro".
Claro que no meu terreno de eleição, os foruns, também me podem encontar.
p.s.: esta mensagem visou sobretudo que mais ninguém perdesse tempo a vir aqui.
domingo, abril 24, 2005
Nipónicos enveredam decididamente pela Cultura.

Um breve artigo escrito por um professor universitário Coreano, que traduzi (não 100% à letra, mas respeitando o sentido do texto e a linha de pensamento do autor).
[24/04/2005]
Na actualidade, as tendências da cultura pop nos mercados direccionados para os mais jovens, difundem-se através de linhas imaginárias entre Nova Iorque, Los Angeles, Tóquio e Londres, de um modo muito similar à epidemia de um vírus. Se uma nova tendência se afirma numa destas cidades, rapidamente se contagia às outras três, e só depois se difunde pelo resto do mundo. Tóquio é a cidade onde a maioria destas tendências se inicia. Alegadamente, as raparigas japonesas, do ensino secundário e universitário, são as que definem as últimas tendências na indústria da Moda mundial. Os principais designers do mundo da Moda referem que podem antever as direcções em que o mundo da Moda se encaminhará nos próximos dois a três anos, simplesmente observando as jovens japonesas na Rua Takeshita, no bairro Harajuku de Tóquio.
De acordo com as estatísticas do Marubeni Research Institute, para o período entre 1992 e 2002, enquanto o total das exportações Japonesas cresceu 15%, as exportações restritas a produtos culturais cresceram 300%. Em 2002, o total de dividendos arrecadados pelas exportações de produtos culturais Japoneses foi de 15 biliões de dólares. Este número é quase o dobro dos 8,85 biliões de dólares que Hollywood obteve, no mesmo período, pela venda dos seus filmes e vídeos. Estima-se que em 2015 o valor obtido pelas exportações de produtos culturais ascenda aos 340 biliões de dólares.
Nas primeiras décadas do século 20 o Japão preocupou-se com a sua expansão, através de meios militares, e afirmou-se como um gigante económico nas décadas de 80. Agora, no século 21, o Japão tem desenvolvido um imenso esforço no sentido de se tornar uma potência cultural. De facto, as estratégias para promover as exportações culturais são um valor acrescentado e eficiente no incremento da imagem nacional.
Conseguirão tais estratégias, permitir ao Japão uma proeminente posição internacional, algo que o país não conseguiu atingir com as suas capacidades militares e económicas?
A partir da segunda metade da década de 90, a cultura pop japonesa desfrutou de um surpreendente salto nas exportações. Isto deveu-se, segundo certos analistas, ao sentimento anti-americano que se difundiu com a política diplomática unilateral americana implantada pelo mundo fora. Por outras palavras, em comparação com a América (o maior exportador de cultura pop), o Japão conseguiu oferecer “entretenimento cultural” de feição mais neutral.
Na actualidade, quando o que está em jogo são as exportações culturais, a imagem da nação exportadora revela-se vital. Recentemente, o Japão tem se envolvido em disputas com as nações vizinhas, sobre as suas práticas (algumas de total reprovação) durante a era de colonização. Podemos interrogarmo-nos se tais acções afectarão o rumo traçado pelo Japão para se tornar uma potência cultural, se prosseguir com este tipo de atritos com os seus vizinhos.
Park Myeong-jin, Guest editorial writer, Professor of Journalism at Seoul National University, mjinpark@snu.ac.kr
segunda-feira, abril 11, 2005
Exposição Universal de Aichi 2005 - a sabedoria do Japão
As exposições mundiais pretendem antes de tudo engrandecer o respectivo país organizador. Desde a última década, os sempre simpáticos temas escolhidos, por parte destas, giram todos à volta do desenvolvimento sustentável, da conciliação entre o crescimento tecnológico e o equilíbrio ambiental (Lisboa - Oceanos: Um Patrimônio Para O Futuro, Hannover - Humanidade, Natureza e Tecnologia). A exposição deste ano de Aichi (próximo de Nagoya), no Japão, não foge à regra com o tema “A Sabedoria da Natureza”. A exposição decorre de 25/03 a 25/09 (185 dias) e 121 países estarão presentes, incluindo Portugal (dos poucos que não tem web site do evento, já que parece que todo o dinheiro foi desviado para a Casa da Música).
O logo da exposição e as mascotes podiam desde logo afastar qualquer um, mas os japoneses não foram inocentes como os lusos antevendo grande adesão no início (o que na Expo98 reverteu no contrário e quebrou o entusiasmo inicial), e se obviamente não se intenta atingir os quase 50 milhões de visitantes de Osaka1970, nem os 36 milhões de Hannover2000, são previstos uns bons 15 milhões (a Expo98 teve 7, 7 milhões). Pelas últimas informações a adesão tem sido exactamente a esperada, nem mais nem menos (no Japão, o que se esperava?).
35 anos volvidos (1970) após a primeira exposição mundial no Japão, em Osaka, que teve em vista mostrar o novo Japão ao mundo, a exposição de 2005 afigura-se como um dos móbiles para superar decisivamente a crise persistente na última dezena de anos e mostrar a moderna postura do Japão no dealbar do novo milénio. O Japão, uma nação parca em recursos naturais, tem apostado cada vez mais em tecnologia de reduzidos consumos energéticos e de feição ecológica, em aparelhos e veículos cada vez mais automatizados (automóveis e autocarros sem condutores, robots industriais,…), tecnologia multimédia e telecomunicações de ponta, e quer (de)mo(n)strar ao mundo que inflectiu de vez relativamente aos modelos económicos tradicionais, o que lamentavelmente não assume correspondência no outro lado do Pacífico, dos xerifes texanos.
Os preços dos bilhetes são bastante acessíveis, tendo em vista o nível de vida japonês. Uma entrada/dia fica por 33 € , e para toda a exposição são 122 €. O panfletos são atractivos mostruários da exposição.
Pela consulta (na Net) de programas para visita desta exposição, de agências lusas de viagens, elegeria a de maior custo, a Abreu, mas talvez a única lusa que dê suficiente confiança para uma viagem desta envergadura. Uma viagem de sete dias, por cerca de 2 300 euros por pessoa, visitando a exposição e também muitos outros locais interessantes no Japão.
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