sexta-feira, dezembro 30, 2005

BOM ANO NOVO DE 2006!

QUE 2006 NÃO NOS FAÇA TER GRANDES SAUDADES DE 2005!



p.s.: só prá contrariar!

quinta-feira, dezembro 29, 2005

Os jardins Zen e a sua influência na nossa mente.

No blogue Somos [Viajar, Dibujar Y Compartir] apreciei imenso ler um artigo em que se fala da influência directa do Jardim Zen do templo de Ryoanji, em Quioto, Japão) no subconsciente das pessoas, segundo um estudo científico desenvolvido pela Universidade de Quioto. O templo de Ryoanji é o maior de Quioto e possui o estatuto de Património Mundial da UNESCO.

Ver mais fotos do Jardim Zen do templo de Ryoanji por Frantisek Staud


quarta-feira, dezembro 28, 2005

Mas que grande comilões!!

No blogue SEO by the SEA, William Slawski realizou um aprofundado estudo sobre as aquisições do grupo Google e Yahoo desde Janeiro de 2003 e apresenta-nos as respectivas listas : Google e Yahoo. Em cada uma dessas listas Slawski descreve em síntese cada empresa que foi adquirida, bem como enuncia os seus principais quadros.

Será que o banquete ainda está no início?



A ler ainda :

Os cem websites mais populares (em Língua Inglesa) da Internet

Google apresenta os termos mais procurados em 2005


terça-feira, dezembro 27, 2005

Ásia é sinónimo de elevada qualidade no transporte aéreo.


A Skytrax, uma empresa com sede no Reino Unido, especialista nos estudos sobre o transporte aéreo organiza anualmente o concurso “Airport of the Year” que é o maior inquérito de uma organização independente sobre a qualidade dos aeroportos de todo o mundo. Este ano foram inquiridas 5 milhões e meio de passageiros, de 90 nacionalidades diferentes, sobre 150 aeroportos predefinidos.

A lista do “Airport of the Year 2005 é dominada pelos aeroportos asiáticos (seis, localizando-se cinco deles da Ásia Oriental), seguido dos europeus (três) e o aeroporto de Sydney. Na lista não figura assim nenhum aeroporto norte-americano (que detém a hegemonia de tráfego neste sector). Pelo quinto ano consecutivo ganhou o Aeroporto Internacional de Hong Kong (inaugurado em 1998 substituindo o que antes se localizava bem interior da cidade)

1) Aeroporto Internacional de Hong-Kong (inaugurado em 1998)
2) Aeroporto de Changi, Singapura (inaug. 1982)
3) Aeroporto Internacional de Seoul Incheon, Coreia do Sul (inaug. 2001)
4) Aeroporto de Munich, Alemanha (inaug. 1992)
5) Aeroporto Internacional de Kansai, Osaka, Japão (inaug. 1994)
6) Aeroporto Internacional de Dubai, Emirados Árabes
7) Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur, Malásia
8) Aeroporto de Amsterdam, Holanda
9) Aeroporto de Copenhagen, Dinamarca
10) Aeroporto de Sydney, Austrália


A SkyTrax também desenvolve o inquérito de maior reputação sobre a melhor companhia área cuja lista de graduação final relativa a 2005 pode ser consultada aqui, igualmente dominada por companhias asiáticas.


A equipa ideal da Superliga

Vale bem a pena ver a equipa ideal, até ao momento, da Superliga Portuguesa de Futebol, proposta por Alexandre Mano (um Rio-Avista de gema), numa mui admirável argumentação na “A Bola entre Nós” (muito, muito próxima de uma minha escolha, onde também incluiria o Luisão, pois claro! e até diria o Léo).

Defesa : Meio-Campo : Ataque (1 + 4) x 3 x 3 (futebol de ataque)

e também:

Equipa, Treinador e Jogador do ano.

Fontes Fotos: Nuno | Quaresma

nota: para mim ainda é Superliga e não 'Liga das apostas´

o quinteto era de cordas desafinadas...

Prendas que parece que o quinteto recebeu pelo Natal:
(ainda não há apostas para isto?)

Jerónimo Sousa - K7
Francisco Louça - VHS
Cavaco Silva - Vinil
Mário Soares -Grafonola
Manuel Alegre - CD-Single

É pena é que o Cd-Rom de Sócrates,
pelos vistos, esteja corrompido...

E o Vieira?...

o seu DVD!

pois tá claro!

E Duplo :

o Manuel & o Vieira!

"Mas nós somos parte da elite..." dos pateta-alegres

O João Pedro George do Esplanar, cujo um dos seus hobbies preferidos, pelos vistos, são as transcrições (conversas, excertos de livros, crónicas, etc.), resolveu dar-se ao trabalho de transcrever (parte) do último palratório do bizarro (para usar um termo eufemístico) programa “O Eixo do Mal”. Programa que, felizmente, só visionei parte na sua estreia, já há uns meses.

Aqui vos deixo a sua transcrição:


"O Eixo do Mal é um programa abichornado. O último, porém, foi recreativo. Para além do franzino José Júdice, um palonço chapado que reproduz a infinita variedade da estupidez humana. Para além da avantesma Ferreira Alves. Para além do pitoresco Daniel Oliveira. Para além do inconsequente Nuno Artur Silva. Para além das criaturas do costume, a convidada do último sábado foi a socióloga, a espaventosa Maria Filomena Mónica, que ostentava já a pose que lhe advém da reputação de memorialista revolucionária. Deixo-vos aqui um “resumo” do bate-boca.

Nuno Artur Silva: Boa noite senhores telespectadores... Vamos falar hoje de presidenciais e...
Clara Ferreira Alves: ...alguém leu o último livro de Graham Greene?
José Júdice: Ó Clara, por amor de Deus!
Maria Filomena Mónica: Isso é interessantíssimo!
Daniel Oliveira: Eu quero dizer alguma coisa sobre isso...
José Júdice: Cala-te, já falaste muito...
Maria Filomena Mónica: O D. Pedro V era inteligente de mais para os portugueses...
Clara Ferreira Alves: Mas nós somos parte da elite...
José Júdice: Sim... nós somos parte da elite... Mas quanto menos ideias tivermos, melhor...
Maria Filomena Mónica: Estou de acordo com o Zé... Por exemplo, devia haver uma lei que proibisse os presidentes de terem ideias. O Presidente da República devia ter amantes, dar grandes jantaradas...
Clara Ferreira Alves: E mudar a decoração do palácio, não sei se já repararam mas o Palácio de Belém é horrivelmente lúgubre...
José Júdice: Desculpem lá, eu acho isto de uma gravidade... quer dizer... os candidatos, todos, andam com as camisas mal passadas a ferro e tu vens falar da decoração do palácio...
Maria Filomena Mónica: Estou de acordo com o Zé... O Francisco Louçã, por exemplo, nunca passou um pente pelo cabelo...
Daniel Oliveira: Perguntem-me alguma coisa...
José Júdice: Cala-te, já falaste muito...
Nuno Artur Silva: Vamos concluir este tema...
Maria Filomena Mónica: Desculpe mas eu tenho de dizer isto: o D. Pedro V sofria muito com o atraso do país... Além disso, eu conheço muito bem a discussão em 1863, quando Fontes Pereira de Melo...
Clara Ferreira Alves: Isso lembra-me Graham Greene...
José Júdice: Já agora, queria dizer que eu demoro cinco horas a chegar a casa de comboio... os nossos caminhos de ferro ainda são do tempo do Fontes Pereira de Melo...
Maria Filomena Mónica: Isso é interessantíssimo! Até porque no tempo do Sr. Fontes não havia aviões e o D. Pedro V, que felizmente para ele morreu muito novo e virgem...
Clara Ferreira Alves: Não sei se já leu, mas sobre essa questão há um livro de Graham Greene, A Inocência e o Pecado...
Nuno Artur Silva: Bom, para encerrar esta questão...
Maria Filomena Mónica: Sim, mas eu queria dizer que eu posso ter muitos homens, mas o D. Pedro V está em primeiro lugar... Ah, vocês desculpem-me, mas lembrei-me agora mesmo que não me posso esquecer de comprar champô...
Clara Ferreira Alves: E eu, como dizia Graham Greene, “sempre desejei ser estimada ou admirada”.
Daniel Oliveira (começa a tossir): ...desculpem, entrou-me água para o nariz...
José Júdice (com as orelhas em chama): Ó Daniel, estás a fazer muito barulho...
Maria Filomena Mónica: Eu gostava de introduzir aqui outro tema que considero absolutamente decisivo, os produtos “made in Portugal”. As toalhas feitas em Portugal, por exemplo... as empresas portuguesas...
José Júdice: Ó Mena, desculpe lá mas eu só queria corrigir uma coisa que a Clara disse...
Maria Filomena Mónica: Ó Zé deixa-me só acabar dizer isto que é uma coisa absolutamente inacreditável... os turcos portugueses são tão fininhos que tu sais do banho e não te consegues limpar...
(...) "

(continuar a ler)

Por curiosidade já nesse dia (20-12-005) tinha feito no Legendas & Etcaetera um breve comentário alusivo a esse programa e à J.A.Dias.


p.s.: nos últimos dias tenho estado ausente da net, mas parece que regressei

quinta-feira, dezembro 22, 2005

Uma Prendinha antecipada..

Todos os anos o meu clube de montanhismo "Amigos da Montanha", com sede em Barcelinhos (mas com cada vez mais membros de muitos concelhos do Minho e do Douro Litoral) fazem um sorteio de Natal (vulgo rifas) cujos números são apurados pela Lotaria de Natal.

Não é que este ano o primeiro prémio saiu entre as rifas que me foram atribuídas para venda, entre milhares delas... Não me saiu a mim mas fiquei na mesma muito contente. É uma sensação deveras gratificante.
O primeiro Prémio ( 2 500 €uros em dinheiro) e que por acaso até foi vendido pela minha irmã (que me fez esse jeito) saiu a uma colega da minha irmã, uma funcionária da Câmara Municipal de Vila do Conde. Os meus parabéns!

E biba Vila do Conde e os Amigos da Montanha (que têm uma nova sede) também, carago!



BOM NATAL !

UM BOM NATAL

PARA TODOS VÓS!



BILIÕES DE MINUTOS DE MUITA SAÚDE E FELICIDADE.

(E QUE TENHAM MUITAS PRENDINHAS!)

Ladrão que rouba a... invisual tem mil anos de prisão!

Assalto à delegação da ACAPO em Faro ainda dificulta mais a vida dos invisuais e amblíopes da região.

"Mais de cem invisuais correm o risco de ficar sem apoio. A delegação do Algarve da Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO), em Faro, foi assaltada e está agora sem dinheiro para ajudar os associados que dependem da instituição. Os prejuízos rondam os 10 mil euros.

O assalto terá ocorrido ontem de madrugada, mas só foi detectado por volta das 9.30 horas, quando duas das cinco pessoas que ali trabalham entraram ao serviço. 'Abri a porta de entrada, que estava trancada. Só quando vi que os presentes junto à árvore de Natal se encontravam vandalizados é que me dei conta do sucedido', contou ao JN a psicóloga da ACAPO, Gisela Ferreira.

Duas impressoras multi-funções, um micro-ondas, um cofre portátil com 400 euros em dinheiro e vários computadores foram furtados. 'Um deles, com software especial para invisuais, foi oferecido pelo Governo Civil de Faro e ainda não tinha sido estreado', disse Vanda Vilas Boas, técnica de serviço social. 'Não conseguimos mandar um fax nem fazer um telefonema. Cortaram-nos os fios do telefone', lamenta.

'Não temos dinheiro nem para o combustível. Não podemos prestar apoio ao domicílio, assegura o presidente da ACAPO/Algarve, Faustino Sousa. Uma situação que considera 'dramática', tanto mais que cerca de 90% do trabalho desenvolvido é de serviço ambulatório. Faustino Sousa tem esperanças de que os assaltantes 'devolvam o que levaram' e pede ajuda a entidades privadas e públicas. "

Fonte : Jornal de Notícias - 20/12/2005

Esperemos, pelo menos, que os assaltantes não soubessem verdadeiramente quem estavam a assaltar e que agora ouçam este apelo da ACAPO e devolvem o material e dinheiro roubado.
Na minha opinião para associações que são ultra-prioritárias como a ACAPO, deviam existir mecanismos do Estado para minorar de pronto estes prejuízos.
Esta é daquelas notícias que dói e cala bem fundo dentro de cada um de nós.


sábado, dezembro 17, 2005

Rethink, Remake, Remodel...

Vou permanecer aqui, pelos menos, durante uns tempos.
(lá fora está frio, não o sentem?)



Fonte da foto.

sexta-feira, dezembro 16, 2005

novo Ep dos "50 Foot Wave" disponível à borlix...


Já está disponível para download gratuito o novo Ep dos 50 Foot Wave (de Kristin Hersh, Bernard Georges e Rob Ahlers) e que se intitula justamente "Free Music!" no website oficial da banda. O Ep é composto por 5 músicas (1. Hot Pink, Distorted - 2. Vena Cava - 3. Pretty Ugly - 4. Animal - 5. The Fuchsia Wall) e está ainda disponibilizado nos websites : Archive.org e DimeADozen.org (bitorrent).
Os formatos escolhido dos ficheiros áudio são de elevada qualidade : FLAC (Free Lossless Audio Codec) e Mp3 (256 Kbps). As faixas possuem o ´selo´ da Creative Commons "Some Rights Reserved" licenses.

Esta oferta dos 50 Foot Wave(50FW) é fundamentada nas seguintes palavras da vocalista Kristin Hersh : "Money has so polluted the music world that my overwhelming urge right now is to divorce money from recorded music. Over the last 2 years we've been relying on standard 'industry' channels to help us educate listeners about 50 Foot Wave and we've met resistance every step of the way -- caused by little other than money -- and to an extent I've never seen before. So we're sending free recordings off into the world to do their work. If people enjoy these songs and are excited by them, we ask that they share them with others. The music business is about fame and huge profits -- egos and greed -- music itself, is not."

São ainda disponibilizadas duas capas artísticas e dois folhetos em formato pdf, relativas ao álbum. E as letras estão disponíveis no forúm.

Numa breve (e algo prematura pois só ouvi uma vez o Ep) análise, desde logo este afigura-se um registo relativamente heterogéneo (apesar de ser restringir a 5 músicas) em termos de sonoridades. A nível instrumental evidencia em muito momentos uma revisitação aos últimos álbuns dos Muses ( sobretudo Limbo), mas ainda mais que nos anteriores registos dos 50FW, a voz de Hersh surge como o elemento dominante e agregador das diversas expressões sonoras, imprimindo uma cadência menos melodiosa que em Limbo (bem como um ritmo menos compassado, denotando maior versatilidade). E em algumas ocasiões Hersh liberta mesmo, a plenos pulmões, a sua possante voz (e de pronunciados decibéis) que nos inebriava deveras, sobretudo nos primeiros registos dos Muses. Para além da manifesta qualidade evidenciada e de uma cuidada composição, a paleta de áreas musicais que percorrem "Free Music!" estão visivelmente, dentro do universo dos projectos de Hersh, entre as minhas dilectas. Neste sentido, este EP é mais um admirável registo dos 50 Foot Wave.
Mas terei ouvir o Ep um maior número de vezes para formar uma opinião mais consistente e conforme. Por enquanto,"Vena Cava" é a música predilecta.

Em sinal de retribuição à generosidade dos 50 Foot Wave um donativo à banda será sempre bem-vindo. No ponto de download no website do 50FW existe lá um espaço dedicado a isso.

Fonte das Fotos:
Steve Gullick(superior) e Lakuna (cover art)


quarta-feira, dezembro 14, 2005

em apologia aos blogues do Carlos.


André Kertèsz, Martinique, 1972, gelatin-silver print

vi esta foto (penso que pela primeira vez [!?] e com algum pudor o revelo) há apenas uns três meses atrás num fórum por terras bem longínquas. Quase toda a gente lhe teceu os mais rasgados elogios. Foi esmiuçada, anatomizada ao mais ínfimo pormenor e mesmo firmada por alguns no Olimpo do restrito circulo das imortais fotos. Um ou outro até revelaram ser a sua eleita, de sempre. Pela minha parte não me impressionou assim tão marcadamente. Digamos, relativamente…

A imagem da foto foi-se diluindo na minha cabeça nas horas seguintes. Só que uns dias depois, de tempos a tempos esta imagem assaltava-me de súbito a mente. Penso que nunca aquela extravagante teoria de Salvador Dali, a propósito do seu quadro "A Persistência do Tempo", que existem imagens que se insinuam dissimuladas na nossa mente e de súbito constatámos que se arreigaram em definitivo no nosso pensamento ; se afigurou tão clarividente no meu pensamento. Reconsiderei então a grandeza da obra.

Envidei algum esforço em reencontrá-la semanas depois, e o nome do autor escapava-se-me (!). Numa das visitas regulares ao blogue do Carlos (Sousa de Almeida) Sob a Pálpebra da Página ela deparou-se-me de novo. Materializou-se por fora pois persistia em projectar-se bem real por dentro. Aliás é sobre isto que esta foto nos sussurra na nossa consciência: do que se consegue entrever quando realmente não se vê. Não se vê o claramente visto (como dizia o Luís Vaz). Mas não tenho propósito de desenvolver uma letrada apreciação à foto. Especialistas já se debruçaram de modo mais conforme à sua grandeza do que eu o faria ou fiz.

Contactei há uns distantes anos com algumas obras de Kertèsz, através de Cartier-Bresson, mas creio que nessa altura esta foto não era tão relevada (ou seria?) e porventura nunca se focalizou no meu cristalino. Ou são tudo coincidências...

Inseri esta foto no meu blogue em apologia aos blogues do Carlos (L&E e SAPDP) visto ele ter revelado efectuar, pelo menos, um interregno temporal na sua blogosfera.
Poderão existir alguns blogues que se lhes equiparam mas arriscam enunciar algum na blogosfera lusa que vai mais além do que ele tem intentado? Penso que não....
Até breve e vamos apreciando a espaços todo o manancial de coisas, ideias, reflexões, percepções, imaginações e todas as sensações que permanecem nos seus(teus) blogues.

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E já agora, é um homem ou uma mulher que está por detrás da vidraça da foto?
Não querem saber?! Olhem, eu também eu não!! (ehehe..)


outras paisagens captadas com outros olhos...

Tal como o Mayflower que aportou em 1620 na costa norte-americana em Massachusetts foi pioneiro na leva de emigrantes para os Estados Unidos, cerca de três séculos depois, em 1908, o navio japonês Kasato Maru que aportou em Santos foi o percursor no transporte de japoneses que se iam estabelecer no Brasil. Em concreto, nesse viagem iam a bordo 786 pessoas.

Entre essa data e o início da Segunda Guerra Mundial a emigração do Japão para Brasil foi bastante pronunciada, rondando os 210 mil indivíduos. A um período de interregno durante a Guerra seguiu-se nova imigração, desta vez em menor volume. Contabilizam-se assim desde 1908 até hoje cerca de 270 mil japoneses que emigraram para o Brasil. Na actualidade infere-se em cerca de 850 mil indivíduos a comunidade nipo-brasileira, entre a 1ª e a 4ª gerações.

A partir do final da década de 70 verificou-se o oposto. Muitos brasileiros com ascendência japonesa emigraram por sua vez para o Japão, atingindo-se o pico dessa emigração na década de 90 com mais de 200 mil a entrar no Brasil nessa dezena de anos. Actualmente a comunidade brasileira (com ascendência japonesa denominados comummente de “dekasegis”) no Japão é de perto de 290 mil indivíduos. E ainda existem outros brasileiros imigrados sem essa ascendência étnica.

Há cerca de um ano atrás pude observar um blogue (PhotoSushi) onde um brasileiro de ascendência japonesa, Elvis (de Assis) Hoshida (sensivelmente da minha idade), expõe o seu trabalho fotográfico. Este trabalho é dividido com a gerência de um bar em terras nipónicas. E. Hoshida apresenta no seu blogue um portfólio de fotos de singular beleza e qualidade e que revelam uma profunda sensibilidade do autor. São fotos que focam essencialmente o Japão, mas outros lugares e paisagens como da Itália ou do Brasil têm sido também captadas de modo exemplar pela lente de E. Hoshida. A ver pausadamente.
A foto superior é igualmente de E. Hoshida.



o evento é de louvar mas o horário de desaprovar

Mini-mercado de livros sobre a cidade do Porto (50% de desconto).

"O Palacete dos Viscondes de Balsemão, situado na Praça Carlos Alberto, no Porto, recebe (...) a exposição-venda ´Livros sobre o Porto´.
São várias obras editadas pelos três departamentos da Direcção Municipal de Cultura (Biblioteca, Departamento de Museus e Arquivo Histórico), em mostra até ao final de Dezembro.
A mostra, que abriu ontem [dia 12/12] portas, (...) registou, só no primeiro dia, vendas superiores a 500 euros.
A procura é muita, sobretudo por se tratar de obras com 50% de desconto sobre o preço de venda habitual. (...).Entre as obras em exposição não há um denominador comum; a maioria fala da cidade do Porto, mas não só. Desde cartografias, topografias, catálogos de exposições, colecções do arquivo histórico, o que impera é a diversidade.

Um evento a explorar neste Natal, semanalmente, das 10 às 17 horas, até 30 de Dezembro. "

Fonte : Jornal de Notícias - 13/12/2005

Como aludi, eventos deste género são sempre de louvar, contudo o 'horário de funcionário público' que foi escolhido não deixa muita margem de manobra à maioria dos trabalhadores para lá iram. Nem ao fim-de semana se encontra aberto. No meu caso só faltando ao trabalho é que poderia lá ir.
Tudo bem! Nalguma 'ponte' das festividades que aí vêm se pode dar lá um salto! Só que nessa altura o melhor produto já foi açambarcado. Favas já há muitas no bolo-rei!

mudança de e-mail.

o meu e-mail de contacto neste blogue mudou para ffvilarinho#yahoo.com .
o anterior ( seavilarino#hotmail.com ) que já o tinha desde1997, tinha ultimamente a caixa sempre cheia e alguns mails que me enviavam acabavam por não chegar. Agradeço pois que me passem a enviar os mails relativos a assuntos da blogosfera e afins para este novo endereço.
repito ffvilarinho#yahoo.com

NOTA: Claro que em vez de # coloquem o sinal de arroba @
(é só para prevenir spam)

tenham um bom dia.

terça-feira, dezembro 13, 2005

o útero dos livros...

Mais um bela reportagem do [Porto] A Cidade Surpreendente. Desta vez sobre a livraria Lello & Irmão . Muitas fotos a ilustrar condignamente um nostálgico e encantador texto. A ver.

Projecção de utilizadores de Internet no futuro.

Por falar no crescente poderio asiático no mundo da tecnologia e de mapas distorcidos, apresento aqui uma mapa da projecção de utilizadores de Internet em 2015.

Cliquem nele e vejam em animação flash a evolução/projecção da utilização da internet no mundo desde 1993 até 2015. Vale a pena.



Nota: Este mapa serve apenas de referência. Não lhe atribuam uma credibilidade muito elevada. E já foi concebida há uns anitos. Mas sempre serve para ter uma perspectiva.

Fonte

segunda-feira, dezembro 12, 2005

uma marcada cicatriz que rasga parte da alma da Invicta...

No respeitável blogue Avenida dos Aliados que tem servido como um dos marcados instrumentos de contestação à mais-que-inadequada (para usar um termo eufemista) intervenção dos arquitectos Siza Vieira e Souto de Moura na Avenida dos Aliados e Praça da Liberdade, realizei um singelo comentário há uns dias a um post. Hoje constatei que a administradora do blogue, a diligente e arguta Manuela Ramos, o tinha dignido à condição de Post ao lado de opinião de muitos ilustres da actual vida portuense, inclusive alguns Professores meus universitários e do meu primo (por afinidade) Manuel Correia Fernandes.
O meu é porventura o mais humilde comentário de todos, mas claro, não vou negar que me apraz que o tenham escolhido.

Ver ainda: O avanço do Sizentismo.

A foto é do blogue Avenida dos Aliados.

em defesa de quem não se pode defender...

Neste sábado, na rua de Santa Catarina (e posteriormente em frente a um circo, no Parque da Cidade), no Porto, activistas da associação "Animal" (uma associação que recentemente solicitei a minha inscrição de sócio), acorrentaram-se pelos pés e pelas mãos, em sinal de protesto contra o uso de animais em circos e, nomeadamente, contra a violência a que são reiteradamente sujeitos, quer durante o treino, quer durante os espectáculos ou acondicionamento. Em paralelo os activistas distribuíram folhetos que visavam sensibilizar os maus-tratos infligidos aos animais nos circos (e que por exemplo são bem discriminados no recente relatório "Basta de Sofrimento nos Circos" desta associação).

Há cerca de 20 anos que me recuso a entrar em Circos, em Jardins Zoológicos, em Oceanários, Zoo Marines, espectáculos aquáticos e afins. Felizmente nunca assisti a uma Tourada ou pratiquei Caça em toda a minha na vida, nem tenciono alguma vez fazê-lo. Isto não faz de mim melhor indivíduo que outro qualquer, simplesmente tento agir segundo as minhas convicções.

Afigura-se óbvio que não se pode cair nos extremos: de acabar literalmente de um dia para o outro com oas actividades/espectáculos onde os animais são alvo de exibição em não conformidade com os princípios básicos da salvaguarda da sua integridade física e mental. Mas isso não deverá nunca servir de escusa ou de evasiva a esta problemática.

Se nos cingirmos às Touradas, estas envolvem estruturas de grande dimensão e que empregam milhares de pessoas por todo o país. Contudo urge que gradualmente (mas com certa celeridade) se processe à sua abolição. Ou então que as touradas e outros espectáculos que envolvam animais se realizam noutros moldes completamente diferentes que não envolvam qualquer sofrimento físico ou mental aos animais, quer durante os espectáculo, quer durante o treino ou acondicionamento.
O problema é que o próprio Governo não cumpre a Lei (n.º 92/1995, de 12 de Setembro), de protecção de animais.


9 000 000 000 de biclas

Há pelo menos 9 biliões de bicicletas a circular em Pequim!

e até já há um blogue só para as contar!!

uma, duas, três, quatro,...

domingo, dezembro 11, 2005

da literatura hortofrutícola

No da literatura até já se fala de hipermercados, tomates, cenouras e afins! Mas tomates! Nunca pensei.

Ainda recentemente (há uns três anos) os intelectuais vieram à praça criticar o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa por este até falar de receituários. Receituários de medicamentos (não de outro género, pois claro).

Trilhando terras de Castro Laboreiro...

Neste fim-de-semana fui com o meu clube de montanhismo, os Amigos da Montanha, trilhar as sublimes terras de Castro Laboreiro, monte acima, monte abaixo, atravessando por vezes algumas brandas e inverneiras. E o sempre curioso Bico do Patelo.

O tempo esteve óptimo, primaveril , a realçar o encanto daquelas belas paisagens.

Se querem ver mais algumas das dezenas de fotos que eu tirei vão ao 1 Minuto Extra

(clicar nas fotos para ampliar)


Bico do Patelo (clicar na foto)



It runs all in a big family...

Via o Animatógrafo soube que o livro “Kafka on the Shore” de Haruki Murakami, publicado pela Alfred A. Knopf (nos EUA) tinha sido um dos dez livros eleitos de 2005 pela The New York Times Book Review. Na lista dos eleitos por editores (que não são discriminados) surge mesmo em primeiro lugar. O livro foi escrito em 2002 e traduzido para inglês em 2005. Aliás, em todas as suas obras, Murakami não permite a tradução logo nos anos seguintes. Por exemplo, a sua última obra “After Dark” só irá ser publicada em tradução inglesa em 2010. É um modo de obrigar os fiéis leitores a aprender a Língua Japonesa.

É curioso notar que entre os dez livros da lista acima citada, 2 são da Ramdom House, 2 da Alfred A. Knopf, e 1 da Pantheon Books. O mais curioso é o facto de todos estes editores pertencerem ao grande grupo editorial e de comunicação que é a Random House, Inc., que por sua vez tem participação financeira sobre o The New York Times Book Review.
"It runs all in a big family!"
Este gigante (Random House) já granjeou mais prémios literários que qualquer outro grupo editorial (incluindo o Nobel Prize, o Pulitzer Prize ou o National Book Award, entre outros). Este facto prende-se em larga medida com as directivas traçadas pela editora que têm por pressuposto a publicação dos livros de elevada qualidade literária. Na lista referida surgem ainda 2 livros da Penguim Press, sendo que a Random possui ainda uma participação financeira no grupo de Penguin.
E não irei abordar aqui o grupo étnico-religioso que exerce maior controlo (há umas décadas para cá) sobre a Ramdom House (ou Bertelsmann) e o New York Times, e que por exemplo durante muitos anos serviu de ‘força de bloqueio’ à publicação e difusão da obra de N. Chomsky. Por acaso a Ramdom House até possui no seu catálogo um livro de Chomsky, nem que seja para dissimular algumas verdades.

Se bem que possua e tenha lido dezenas de livros de autores japoneses, Haruki Murakami não está entre os eleitos. Continuo a dar mais relevo aos autores mais ‘clássicos’ : Junichiro Tanizaki, Kawabata e também Mishima.
Haruki Murakami nasceu na segunda grande urbe nipónica, Quioto, no período pós-guerra, em 1949. O seu pai (que era um sacerdote budista) e a sua mãe eram ambos professores de Literatura Japonesa. Cedo Murakami mudou-se para Kobe e depois para Tóquio, a fim de realizar os seus estudos universitários. Até 1982, com 33 anos, as actividades de Murakami recaíram sobretudo sobre o Jazz, gerindo mesmo um bar do género em Tóquio. Murakami começou a escrever ficção por esta altura e logo granjeou algum estatuto e também prémios. Curiosamente, a maior influência de Murakami sempre foi a cultura americana (sobretudo a musical) e não a nipónica e isso reflecte-se ao longo da maior parte dos seus livros.
Em 1987 Murakami estabelece a sua residência nos Estados Unidos, onde passou a leccionar nalgumas das mais reputadas Universidades Estadunienses. Contudo, Murakami continuou e escrever os seus livros na sua Língua materna. A fama internacional adveio com “Norwegian Wood” em 1987. No original este livro foi publicado em 2 volumes, um com capa verde e outro com capa vermelho. Em 1994 publicou a sua obra maior “The Wind-Up Bird Chronicle”, em 1999 Sputnik Sweetheart (Sputnik, Meu Amor) e em 2002 “Kafka on the Shore”. Possui também muitos livros de contos.
Apenas muito recentemente (2004 e 2005) os livros de
Murakami foram traduzidos para o mercado luso, e só tenho conhecimento de dois ('Norwegian Wood' e 'Sputnik, Meu Amor').
Na análise às obras Murakami constata-se sempre uma forte clivagem dos críticos literários. Uns acusam-nos de ser demasiado pop, outros no extremo apelidam muitos dos seus livros de singulares obras-primas. Eu já li parte das duas obras traduzidas para Língua Portuguesa, e “The Wind-Up Bird Chronicle” em inglês, e confesso que não me seduziram muito. Que Murakami imprime aos seus escritos uma notória qualidade literária isso é indubitável, mas desde os (diversos) temas que ele aborda, ao seu peculiar estilo de escrita, até às concepções morais e de correlação estética que nela se insinuam, não me seduzem de modo significativo para a prossecução e consequente leitura integral das suas obras.


Sobre “Kafka on the Shore “ podem ainda ler :

__ uma entrevista a Murakami

__ diversos excertos do livro

__ algumas críticas


sexta-feira, dezembro 09, 2005

Os Trilhos de Castro Laboreiro...

Pelas 09 h. começarei a trilhar com o meu clube de montanhismo, os Amigos da Montanha, as sublimes terras de Castro Laboreiro.

"Lugar privilegiado deste insulado planalto do Noroeste é a povoação de Castro Laboreiro, antiga atalaia de fronteira que se ergue a cerca de mil metros de altitude. (...) Edificada com granito arrancado do solo, usando a madeira das bosques, a palha de centeio e a urze outrora em profusão, a casa, como em muitos outros locais de Portugal, era abrigo para homens e animais e armazém de alfaias e produtos da terra. A cor e a própria forma proporcionavam uma tal integração na paisagem que, à distância, e tal como ainda acontece nos lugares que se mantiveram mais à margem da evolução recente, as habitações se confundiam com as formas variadas que a penedia adquire em Castro Laboreiro. " ___ Orlando Ribeiro

Lá o tempo no momento resta assim...



Mas bem que podia estar assim...



Fonte das Fotos

quinta-feira, dezembro 08, 2005

Deve ser uma sensação bem magnífica…

O período que medeia entre o final do Inverno de 1972 e o fim do Outono de 1973 o número (não a %) de nascimentos de portugueses nunca tinha sido tão elevada ao longo da história de Portugal. Naqueles cerca de 20 meses nasceu um nº equivalente quase aos últimos quatro anos em Portugal. Assim e de cabeça poderia apontar nomes em aéreas (sobretudo onde as pessoas se destacam mais cedo) como o desporto ( Rui Costa, Luís Figo, José Azevedo,…) ou na música (Mariza, Cristina Branco, David Fonseca,…) ou com outros tipo de atributos (Catarina Furtado, Barbara Guimarães, Ana Cristina de Oliveira, Fernanda Serrano, …). Por vezes penso se não sou das ovelhas ranhosas deste distinto grémio!

Hélder Ornelas, atleta de alta competição, nasceu na Primavera de 1974 (apenas uns meses depois da citada geração), na minha terra nativa, Angola (em concreto em Nova Lisboa). A especialidade de H. Ornelas foi até meados do ano passado o cross, onde granjeou alguma projecção. Decidiu então na altura arriscar e dar o salto para maiores voos, isto é distâncias: a mítica Maratona. E parece que a aposta valeu bem a pena. Logo na primeira prova em que participou, ou seja no Domingo passado na maratona de Milão (Itália), o fundista do Maratona Clube venceu-a com o tempo 2:09.59 horas (muita bom tempo face ao frio extremo que se fez sentir - cerca de zero graus centígrados), registo que constitui a 6º melhor marca europeia de 2005. É de relevar ainda que nessa prova Portugal colocou três atletas nos seis primeiros lugares.
Com esta marca H. Ornelas junta-se assim a Luís Jesus, Alberto Chaíça e Luís Novo no lote de atletas seleccionados para o Europeu de Gotemburgo, a decorrer em Agosto de 2006.


Como aludi no título do post deve ser uma sensação deveras magnífica correr pela primeira vez uma prova deste gabarito e ganhá-la. Se terminar já se afigura muito complicado neste género de provas de longuíssima distância então cortar meta em primeiro e com um excelente ainda é mais extraordinário. Penso que Hélder Ornelas tem potencial para fazer coisas muito bonitas para ainda aumentar mais o prestígio do atletismo de longa distância luso.

A propósito este feito de H. Ornelas faz-me recordar nos Jogos Olímpicos de Helsínquia, em 1952, quando Emil Zápotek, alcunhada de “locomotiva humana”, depois de ter ganho as provas de 5 000 metros e 10 000 metros, e verificando que a sua mulher, Dana Zátopková, estava empatada com ele nesses Olimpiadas em medalhas de ouro (inclusive a que ela ganhara na lançamento do dardo ocorrera uma hora depois da vitória do marido nos 5 000 metros.), resolveu tentar desempatar esse número, à última da hora resolver participar (embora cansado) na prova rainha, a Maratona. Refira-se que Zápotek nunca correra nenhuma Maratona na vida nem previamente realizara qualquer preparação nesse âmbito.

Como leigo que era nesta prova resolveu pedir um conselho ao atleta então de maior supremacia nessa distância na altura, o argelino-francês Alan Mimoun. Este disse-lhe apenas que o tentasse seguir o mais possível.

A prova iniciou-se e Zápotek seguiu as indicações de Mimoun e a certa altura já os dois se encontravam isolados na cabeça da corrida. Zápotek, denotando o ritmo era lento demais para ele resolveu ir-se embora e ganhou a Maratona, acumulando a terceira medalha de Ouro. Quase inverosímil!

Mas Mimoun ‘vingar-se-ia’ nas Olimpíadas seguintes, em 1956 em Melbourne (Austrália), quando com 35 anos anos de idade, cortou a meta na dianteira logo seguido de Zátopek. Seguiu-se um forte abraço entre os dois ‘rivais’ e amigos que Mimoun recorda como ainda mais emocionante que a própria vitória. Recorde-se que nessa manhã Mimoun tinha sido pai pela primeira vez. Zátopek e Dana, esses, nunca tiveram filhos.

Zátopek afirmou um dia que trocaria todas as medalhas que ganhara ( e eram centenas delas, grande parte de ouro) por um único filho(a)!



livre pensamento

No seu artigo semanal de opinião no Jornal de Notícias, Francisco José Viegas (FJV) discorre hoje algumas linhas sobre o livro de Filomena Mónica (FM) , de nome "Bilhete de Identidade". No artigo de FJV que ele intitulou "O pequeno escândalo" , num dos parágrafos é expresso:

"Lamentavelmente para a pequena intelligentsia, Filomena Mónica escreve bem, escreve claramente, estudou em Oxford e tem a coragem de dizer o que pensa, mesmo quando não pensa grande coisa"

Concorde-se ou não com a opinião de FJV (eu inclino-me no primeiro sentido), quando a generalidade dos críticos literários portugueses acolheram bem estas memórias, é de louvar quem não se coíbe de expressar as suas ideias, mesmas quando esta vão contra a corrente geral.

Ver também esplanar.
se tiverem muito tempo disponível vejam também o GLQL

Foto: FM na sua juventude


quarta-feira, dezembro 07, 2005

Memórias de uma Pretensa Gueixa!

Importante aviso: Qualquer semelhança das personagens e cenas deste filme com a verdadeira cultura e sociedade nipónica (actual ou de outrora) será sempre PURA coincidência (e podem crer que nunca vontade do realizador ou sequer do autor do livro).

Mas que lá apresenta umas imagens apelativas, já isso é verdade!
(cliquem nas imagens para as ampliar)








Uma noite fantástica!!

esta imagem vale por mil palavras...


a vitória dos portugueses.

ver o grande blogue do Benfica.

ps. vou ter que desculpar-me ao Mantorras
e ao boss Vieira do que escrevi faz mês e meio.
Pra amnistia torno-me sócio!

Exame de admissão a político Profissional

Local: Universidade Cunhas e Amizades
Cadeira: Burrologia ( ou Preteguês ?)
Ano: 1º Ano (exame a repetentes)
Data: 16.15 h de 30/02/1983

Por acaso não reconhecem um certo político nessa foto?
(dou uma dica: um(a) actual membro do actual governo ou um(a)
relevante dirigente partidário(a). Vejam bem. Esta foto andou mão
em mão [perdão, de mail em mail] por alguma razão.)




via Nau sem Rumo

terça-feira, dezembro 06, 2005

Biblioteca Imaginária

Um ideia muito gira e interessante!
Encontrei hoje o blogue da Biblioteca Imaginária, dirigida sobretudo às crianças. Cada um pode colocar lá os seus contos e afins.
Cá dentro também podia-se fazer o mesmo.

e as fotos são de lá.


segunda-feira, dezembro 05, 2005

Comemora-se hoje o centenário do nascimento do Prof. Ruy Luís Gomes


Centenário do nascimento do Prof. Ruy Luís Gomes.

"Comemora-se a 5 de Dezembro de 2005 o centenário do nascimento do Professor Ruy Luís Gomes (1905–1984), que foi simultaneamente um insigne matemático e uma pessoa profundamente empenhada na política do seu tempo. A sua obra matemática teve impacto internacional. Foi co-fundador do Observatório Astronómico da Universidade do Porto, do Centro de Estudos Matemáticos do Porto (actualmente Centro de Matemática da Universidade do Porto), da Junta de Investigação Matemática e da Sociedade Portuguesa de Matemática, para além de ter estado ligado à revista Portugaliæ Mathematica quase desde o seu lançamento. A sua actividade política levou-o a apresentar uma candidatura presidencial em 1951. Acabou por se ver obrigado a exilar-se na América do Sul, primeiro na Argentina e posteriormente no Brasil. Só regressou a Portugal após o 25 de Abril de 1974, tendo sido o primeiro reitor da Universidade do Porto a ser nomeado após a revolução. (...)"

Ler mais

Fontes:
Texto: Faculdade de Ciências da Universidade do Porto
Foto: http://ruyluisgomes.blogspot.com/


Nas comemorações de hoje, dia 5 de Dezembro, decorrerão dois ciclos de palestras (ver programa: html; pdf) respectivamente no auditório da Reitoria da Universidade do Porto, da parte da manhã, e no anfiteatro do Departamento de Matemática Pura da FCUP, da parte de tarde. Irá também ser ainda apresentada uma fotobiografia de Ruy Luís Gomes, coordenada pela Prof.ª Natália Bebiano. Paralelamente, decorre desde há cerca de um mês, no edifício central da Faculdade de Ciências (vulgo Leões) uma exposição permanente sobre o Prof. Ruy Luís Gomes e cujo acervo pode ser consultado aqui.

De relevar que foi criado em 16 de Julho de 2005 um blogue dedicado ao Centenário do nascimento de Ruy Luís Gomes com um imenso volume de informação, bem como documentação diversa: fotos, textos, reproduções de livros, artigos, cartas, sobre este grande vulto da ciência e cultura em Portugal (ver índice).

Consultar ainda informação disponível na Sociedade Portuguesa de Matemática e no Instituto Luís de Camões.


O intrínseco valor dos sentimentos.


Com o 11 de Setembro (2001) algumas bandas de rock cujos nomes possuíam alguma conexão com o conceito de terrorismo viram-se na contingência de mudar o seu nome, ou então a distribuição dos seus álbuns era alvo de boicote, para já não falar da atitude dos consumidores. Passados três anos, em Dezembro de 2004, a banda 50 Foot Wave (cujo nome alude à menor frequência audível pelo ouvido humano e não a uma onde tsunami como se poderia crer) acabavam de completar em estúdio o seu álbum “Golden Ocean”. Dos três membros da banda apenas Kistin Hersh vive da música, sobretudo com base no seu projecto a solo. Os restantes membros: o haitiano/americano Bernard Georges (ex-Throwing Muses) é vendedor numa loja de bicicletas e corredor de motocross e o baterista Rob (Don) Ahlers tem em paralelo outro projecto musical. Pela limitada disponibilidade de tempo e por não viverem na mesma cidade (Bernie e Rob el L.A. e Kristin em Cleveland) a gravação dos álbuns é muito complicada. Por exemplo a gravação do segundo registo “Golden Ocean”, à falta de tempo e de dinheiro, foi efectuada em apenas três sessões de alguns dias cada. E o resultado final foi muito bom, mesmo surpreendente.

O infortúnio da banda foi a ocorrência do tsunami natalício nessa precisa data. Desde o nome da banda, ao nome do álbum, às ilustrações do CD, a algumas letras, era passível de se fazer ligações a esse catástrofe natural. Paralelismo que os 50 Foot Wave jamais tiveram a mínima intenção. Por essa data, esta infeliz associação foi reportada no website do The New York Times, na CNN.com, na MSNBC ou na Billboard.com, entre muitas outras. Foi assim agregado uma forte carga negativa ao álbum que acabou por influenciar em larga medida a sua difusão, desde uma contenção por parte dos críticos, dos distribuidores até aos consumidores. E claro influenciou em larga medida o volume de vendas.

Se até aí Kristin Hersh pugnava por ser uma pessoa profundamente anti-materialista, este acontecimento, a par de Hersh considerar que a influência que o dinheiro vem assumindo no domínio da música atingiu um grau desmesurado, desfigurando a música por completo, ainda lhe vincou mais essa atitude e induziu-a a tomar uma arriscada decisão, em conjunto com os outros membros. A partir daquele momento os 50 Foot Wave apenas viveriam das actuações em concerto e não dos discos.

Deste modo, se já uma boa parte da obra dos 50 Foot Wave e de Kristin Hersh a solo estava disponível gratuitamente na net, Hersh decidiu disponibilizá-la integralmente (embora colocando gradualmente cada grupo de canções para download) no seu website oficial “Throwing Muses” na secção Free Music.

Aliás o novo Ep, que irá ser lançado brevemente, intitula-se simbolicamente “Free Music” e irá ser integralmente disponibilizado de modo gratuito na net. Paralelamente todos os álbuns também podem ser adquiridos nas lojas de discos, produzidos pela mítica editora inglesa 4AD (aliás as Throwing Muses [TM] foram a primeira banda não britânica a ser editada pela 4AD).

Relativamente ao incontornável blogue de Kristin Hersh queria falar sobre os dois últimos posts.

Neste texto Kristin expressa-se com uma intensidade e um grau de intimidade que nos deixa a todos encolhidos e sem coragem para proferir uma só palavra. No texto Kristin aborda as dificuldade que ainda continua a sentir em tocar as músicas das TM. Paralelamente ao gozo que retira da sua reprodução, elas trazem-lhe à memória ‘espectros fantasmagóricos’ bem vivos do seu passado. Como ela diz: “que ainda são relevantes”. Mas deixo à vossa própria intimidade a leitura e entendimento das suas palavras (o segundo parágrafo revela-se bastante forte).

“These old songs [TM] are difficult, prickly and angry and I can handle that. The problem, I believe, is one of relevance, and not in the way you might think: it's that they are STILL relevant. If I could leave these feelings and stories behind me, I could fly through the material like a cover band: wheeeeeeeeeee! But those same goddamn feelings are ongoing and so is that same goddamned story. I'm ashamed of this, to be honest. I had big plans that did not include being the same person who wrote those songs 20 years after the fact.

Solo acoustic and 50FootWave songs move me just as hard, tear me the hell apart, in fact, but in a GOOD way. And I don't have to remember anything but the music when I play them. To be in the middle of an old Throwing Muses song is to be living in my car again, pregnant, diagnosed schizophrenic and subsequently drugged, cutting myself, sleeping on floors, hiding from stalkers I wasn't famous enough to deserve, getting felt up at the bar, fighting for the $50 in gas money the band earned per show (club people regularly pulled guns on me), each new song a Sheherazade story keeping me alive only to hear how it ends.”

No texto mais recente do blogue, Kristin informa-nos que há dias, enquanto prossegue a sua Tour pelo mundo, a sua casa em Cleveland sofreu marcados estragos, mas que, entre tanto infortúnio, os seus vizinhos foram impecáveis e amenizaram as perdas. Para uma família que não vive nada desafogada e tem 4 filhos para criar, estas adversidades pesam sempre demais. Só posso fazer votos para no futuro este tipo de problemas não suceda mais a Kristin e à sua família.

Fontes das fotos:
L. Fletcher (topo)
Kenny Watson (Bernard Georges)
www.strangeheaven.com (restantes)


domingo, dezembro 04, 2005

Gastar dinheiro em estudos incongruentes!!

"Quase 30% dos empregos são conseguidos por 'cunhas'

O recurso aos contactos pessoais é a segunda forma mais utilizada em Portugal para se obter um emprego.
Dados solicitados pelo 'Jornal de Negócios' ao Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que 28% dos 5,1 milhões de empregos existentes actualmente em Portugal foram conseguidos 'por intermédio de pessoas conhecidas'.
Estes números mostram ainda que só desde há um ano é que a 'cunha' no sentido lato do termo, deixou de ser o método mais eficaz para se encontrar um emprego, sendo ultrapassada (por pouco, diga-se) pelas diligências dos empregadores na procura de funcionários. "

Fonte: Agência Financeira. Topei esta notícia numa visita à LUA

Meus breves comentários:

Este notícia é deveras engraçada.
Primeiro como se fosse possível aferir com um razoável grau de precisão este aspecto. Depois essa de determinar que desde há um ano (!!) que as "diligências dos empregadores na procura de funcionários" passaram a ser o método mais usado na selecção para os empregos é bem caricato. Talvez essas diligências se refiram a cunhas de feição mais tecnológica, com recurso ao telemóvel, quicá.
Todos nós sabemos (feliz ou infelizmente) que só no Estado e sobretudo na Administração Local essa taxa nunca é inferior a 90%. E depois depende do tipo de cunha que se tratar

Se o INE dedicasse o seu tempo a estudar aspectos mas importantes que infelizmente ainda não foram alvo do estudo necessário, era bem mais proveitoso!

Cuidado, que agora vou exprimir uma das verdades mais TABUS em Portugal:
" O factor mais nocivo à Função Pública é desde logo, e o principal de todos, a selecção dos funcionários. O 'cancro´ começa aí e jamais terá cura se não se cortar o mal pela raíz. Regra geral são escolhidos os piores dos piores. Os que não conseguem trabalho em mais lado nenhum e depois vê-se o nível e a qualidade da produtividade da Função Pública em Portugal! Basta irem aqui ao lado em Espanha e observem as diferenças nos critérios dos concursos Públicos.
Oh! Pois claro! Esqueci-me que Portugal é mais desenvolvido que Espanha! Pois claro!
Mas nisso somos todos, nem que seja um bcadinho, culpados.

p.s no parágafo anterior claro que não me refiro a certas profissões como a generalidade do professores, médicos, enfermeiros e afins do sector Público, onde aí os concursos assumem critérios bem mais rigorosos


Esperada quebra efectiva da produção de filmes portugueses…

É esperada redução efectiva da produção de filmes portugueses em parte devida à redução geral de espectadores nas salas de cinema em Portugal.

Há pouco ia realizar uma compra no website da Atalanta filmes e reparei que o direito de uso do domínio tinha expirado em 27/11/2005. E entretanto já passaram uma série de dias. Verifiquei que isso também se entende à empresa mãe, a Madragoa Filmes.
O grupo Madragoa em que Paulo Branco assume a vice-presidência produziu (e co-produziu) desde a sua criação mais de uma centena de filmes e gere um imenso catálogo de obras em português, incluindo múltiplas películas do cinema clássico português, bem como o que de mais relevante tem vindo a ser produzido nas últimas décadas (Manoel de Oliveira, Fernando Lopes, João César Monteiro, Teresa Villaverde, João Botelho, etc, etc.), sendo assim o único grupo em Portugal que abrange todos os sectores do audiovisual.

O grupo Madragoa inclui a sociedade de distribuição Atalanta Filmes (dirigida por Paulo Branco), com mais de 450 filmes estreados, dos quais mais de 200 editados em formato DVD e VHS, e a sociedade de exibição cinematográfica, a Cinemas Medeia Millenium (também dirigida por Paulo Branco), que gere um conjunto de 24 cinemas (Cidade do Porto, Nun´Alvares, Campo Alegre, Monumental, o King, o Alvaláxia XXI, Fonte Nova, Nimas, Millenium Coimbra, Charlot - Setúbal, Luísa Todi, etc) espalhados por 11 cidades, com um total de 59 ecrãs, e com cerca de três milhões de espectadores anuais, excluindo desde já o recentemente inaugurado, e pouco depois encerrado, cinemas Millenium Freeport de Alcochete que englobava 21 ecrãs (o maior complexo de salas de cinema do país).

Desde o passado mês de Junho que o sub-grupo Cinemas Millenium (Alcochete, Alvaláxia e Coimbra) incorre em processo de insolvência, tendo como tal declarado incapacidade para liquidar a curto prazo as dívidas, que ultrapassam os 22 milhões de euros. O recente encerramento de diversos cinemas do grupo Medeia-Millenium: Millenium Freeport de Alcochete, de quatro salas no Feira Nova de Santarém (há dois meses), do CineTemplários em Tomar (o mês passado), e outros que se seguirão permitirão com venda dos bens respectivos saldar essas dívidas a médio-longo prazo, ficando o grupo a funcionar apenas com as salas mais rentáveis. Resta saber até onde irá o efeito de dominó deste encerramentos, sendo que se tem falado entre outros, no histórico Nuno’Alvares no Porto. Para além da programação normal diária das suas salas a Medeia filme organiza múltiplas actividade paralelas : festivais, sessões de homenagem, retrospectivas, festas do cinema, reposições, debates, sessões temáticas, ciclos de cinema, etc.

Este processo de profunda reestruturação (emagrecimento) do grupo Cinemas Medeia Millenium começou já a acarretar forte mudanças no Grupo Madragoa, sendo que o número de filme a produzir anualmente será um dos visados nessas mudanças.
No Freeport de Alcochete Paulo Branco estreou um projecto de grande envergadura (investimento cerca de 12 milhões de euros) cuja viabilidade acarretava elevado risco. O desfecho final desta película não foi nada feliz e o cinema português irá ressentir-se, também em parte disso, nos próximos anos.
Paulo Branco bem que se poderá queixar da má gestão e promoção que o Freeport de Alcochete tem vindo a evidenciar desde o seus primórdios mas penso que a maior culpa caberá sempre à forte redução da quebra de espectadores na salas portuguesas que se tem verificado nos últimos anos (motivado pela as
censão do DVD, da pirataria no sector, crise geral do país, da recente ausência nas estreias de filmes de grande budget, etc.).


Habituamo-nos a associar constantemente ao nome de Paulo Branco os conceitos de (elevada) qualidade, (singular) produtividade e (pronunciada) evolução/desenvolvimento das áreas onde ele tem privilegiado o investimento e estou crente que são esses os objectivos que continuam a nortear os projectos de Paulo Branco. Esperemos que este revés no seu Grupo não acarrete consequências muito negativas ao cinema português.
Mas se os portugueses continuarem a se deslocar cada vez em menor número às salas portuguesas, restando no cómodo sofé caseiro, quase só poderemos ver filmes com legendas nos cinemas. É que não pode ser sempre o Estado e as televisões a financiar o cinema luso.
E a nossa cultura perde imenso com tal estado das coisas.



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