domingo, setembro 11, 2005

A. Berreiro Turras quer apoderar-se de novo recorde.

Na senda da nova mania lusa de coleccionar recordes do Guiness (ex.: o maior pão com chouriço, hambúrguer, cachorro, sopa, etc., num país de muitos cozinhados) viemos entrevistar aqui na região duriense o senhor Averiguado Berreiro Turras que apresenta publicamente a sua nova candidatura.
A. Berreiro Turras pretende desta vez arrebatar o recorde do Guiness de réu em processos judiciais. Neste momento encontra-se em disputa directa com o sr. Berluskoni e com o já finado Karlo Gambino, tendo nos últimos dias deixado para trás o forte adversário Vala e Azedado.


Jornalista - “Bom-dia, sr. Berreiro Turras. Então o que…
A. Berreiro Turras (ABT) -“Perdão. Senhor não! Eu sou Doutor! E uso calças. Tá a ver?
J. – Sim. made in Newark…
ABT - Então acha que gastei duzentas mocas a encomendar um título de um Colégio brasileiro e não o ia usar?
J - Desculpe, realmente desconhecia. É que li algures que o senhor, perdão, Doutor entrou para a Câmara do Marko ainda nem o 12º ano tinha concluído. Realmente nunca pensei que com tanta correria entre as suas fazendas e os tribunais arranjava ainda tempo para se graduar!
ABT - Sou Doutor, sim senhora. Olhe só foi pena eles terem-se enganado no curso! Eu tinha-lhes sugerido engenheiro imobiliário, e eles enviaram-me um diploma com épretologo lá escarrapachado.
J – Herpetólogo?
ABT - Sim, isso o que disse! Eu até tive de ir ao dicionário ver o que aquilo era.
J- E com a sua experiência a ser processado não lhes fez o mesmo ?
ABT – Claro, telefonei para lá 2 dias depois, mas aquilo já tinha sido trespassado para outro ramo. Olhe, só fiquei com pena de não poder cumprir já o sonho do meu paizinho que queria que eu fosse engenheiro. Mas o que interessa é ter um canudo, de qualquer curso!
J – e a qualquer custo…
ABT - E olhe que até já me sinto um verdadeiro épretologo, no meu habitat natural, rodeado de cascavéis, serpentes, salamandras, dragões, lagartos, crocodilos, e mesmo sapos, tartarugas,… Até penso se noutra reincarnação não fui…
J. –Ah! Daí a sua atracção pelo campo, isto é os campos! Parece que não há terreno no Marko que o senhor não tenha sondado, sempre em busca dos melhores peças de caça. Tudo em prol do desenvolvimento do homem. Do homem com calças, evidentemente!
ABT – Mas com certeza! Tanto explorei esta região e as suas espécimes que não falta quintas no Marko onde não esteja gravado, e de modo bem visível, nos seus Portões o meu nome. Por acaso em algumas ainda se conserva, e por minha magnanimidade, o do meu ex-fiel assistente e prospector, o Zé Faz-Tudo, mas as conversões dos nomes continuam a bom ritmo.
J. – Diz-se que o seu ex-assistente fazia a exploração das terras quase borla e depois passava para si os dividendos de tal perícia.
ABT – Isso é pura especulação. Aliás deviam encarcerar os especuladores, todos! Eu nunca especulo : eu próprio estudo o terreno de acção a explorar, faço experiências com as cobaias,…
J- mas que tipo de cobaias?
ABT – Agora recorro mais ao tipo de tartarugas, cágados ou rãs, pois destas levo quase sempre a melhor (cascáveis e serpentes é que já não, pois muitas atraiçoaram-me arbitrariamente, e alguns dragões também). Depois por último confirmo sempre a minha Tese: nunca é demais deitar as mãos, isto é pesquisar e juntar mais uma quinta no rol do livro das obras instituídas. Um infalível método científico!
J. - Mas por falar em répteis e anfíbios, já o acusaram de ser um camaleão e até um pato-bravo e de andar ao sabor da corrente, cambial. Agora encontra-se numa fase e de exploração activa em Amar-Antes
ABT – Olhe, eu nem queria, mas fui forçado a tal! No Marko já não havia mais terrenos disponíveis para explorar. Tentei mais a sul, mas como não me cederam a quinta da Baracha, desisti e vi-me forçado a mudar para Amar-Antes.
J. – E considera que a mudança lhe está a trazer mais-valias?
ABT – Até mais o que esperava! Um fatorte. È uma área com imenso potencial a explorar. E aqui parece que as espécimes são mais mansas, mais fáceis de ter em cativeiro. Tenho constatado isso quer nos reconhecimentos aéreos, quer nos subterrâneos aos submundos de Amar-Antes que tenho feito nos últimos meses.
J. Contudo para usurpar o seu novo recorde: reú em processos judiciais, ainda necessita de mais alguns processos. Está esperançado…
ABT – Depois destas eleições acredito que vou ter mais umas carrilhadas deles. Agora o pessoal anda com medo. É natural! Olhe, até é mau pra mim! É que parece que quantos mais processos tenho, mais subo nas sondagens.
J. – Nisso parece ter razão! Bem obrigado pela disponibilidade em permitir esta entrevista.
ABT – Obrigado não. Cadé das 50 mocas que foram acordadas?
J. – Não! Não me partam o material, que eu pago-lhe!!
ABT – Fazes bem, olhe que ainda restam aí uns caixões do Abreu!

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